evalorevalorhttps://www.evalor.pt/blogA densificação das cidades contribui para aumentar a sua competitividade??]]>José A A Gomeshttps://www.evalor.pt/single-post/2020/05/04/ADensificacaoDasCidadesContribuiParaAumentarASuaCompetitividadehttps://www.evalor.pt/single-post/2020/05/04/ADensificacaoDasCidadesContribuiParaAumentarASuaCompetitividadeMon, 04 May 2020 13:47:29 +0000
1.
Entre 1960 e 2017 o número de pessoas a viver em cidades passou de cerca de 1.000 milhões para mais de 4.000 milhões, vivendo hoje em cidades quase 60,0 % da população mundial. Antes da crise que estamos a viver provocada pelo “corona vírus”, estimava-se que até 2050, mais 2.500 milhões de pessoas passassem a viver em cidades.
Daca, capital do Bangladesh, tem uma densidade populacional de 45.000 pessoas/km2. Wuhan cidade chinesa capital da província de Hubei, tem uma população de cerca de 11 milhões de pessoas e tem áreas (p.e. Jianghan) em que a densidade é superior a 24.000 pessoas/km2.
2.
Portugal tem uma densidade média de 111 pessoas/km2. Amadora é o concelho com a densidade mais elevada, 7.600 pessoas/km2, e Alcoutim o que tem menor densidade, 4 pessoas/km2. Os concelhos de Lisboa e Porto têm densidades populacionais semelhantes, pouco acima das 5.000 pessoas/km2.
3.
Até março de 2020, aceitava-se que a densificação das cidades contribuía para a sua competitividade. De facto, tudo parecia coerente, entre outras, pelas seguintes razões:
i) a maior concentração de pessoas contribui para reduzir os custos de investimento e de manutenção das infraestruturas
ii) uma densidade populacional mais elevada torna mais rentáveis as redes de transporte público contribuindo para o aumento da sua qualidade e promovendo o aparecimento de modos de transporte complementares
iii) maior densidade populacional torna mais sustentáveis os serviços privados e públicos, induzindo uma oferta maior e mais diversificada
iv) maior densidade populacional contribui para uma oferta de bens culturais mais diversificada
v) maior e mais diversificada oferta de serviços, proporcionada pela concentração de pessoas, aumenta a atratividade turística das cidades
vi) é coerente com estratégias de densificação a conceção de frações com áreas menores, que por sua vez tendem a aumentar a rentabilidade dos empreendimentos e a exigir um menor volume de capital investido
4.
Argumentos como os anteriores pareciam ter apenas aspetos positivos e, nesse sentido, foram adotadas várias medidas para promover a densificação das cidades. Entre nós, aprovou-se o Decreto-lei nº 53/2014 de 8 de abril, com o objetivo de permitir “o regresso das populações aos centros históricos dos aglomerados urbanos, que se encontram hoje despovoados e envelhecidos”.
O repovoamento e a densificação dos centros das cidades era, à data, inquestionável e nesse sentido o nº 1 do Art. 3º do decreto anteriormente referido, estabelece que as operações de reabilitação devem ficar isentas da observância de um conjunto de disposições previstas no Regulamento Geral de Edificações Urbanas (REGEU), aprovado pelo Decreto-lei nº 38382 de 07 de agosto de 1951 e pelas suas alterações posteriores.
5.
Entre as normas do REGEU, cujo decreto-lei da reabilitação isenta do cumprimento estão aquelas que se referem às áreas mínimas dos compartimentos (Art. 66º), os valores mínimos das áreas brutas dos fogos (Art. 67º) e a ventilação dos compartimentos (Art. 71º).
6.
A inesperada crise sanitária que estamos a viver, vem colocar, novamente, a questão da salubridade das construções e as condições de ventilação dos compartimentos como um assunto prioritário, o que nos leva a colocar a questão seguinte, para a qual não estamos certos da resposta:
Temos cidades (Lisboa e Porto) parcialmente reabilitadas e, potencialmente, com maior densidade populacional, mas serão mais competitivas?
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"Será a pandemia o adeus às cidades que conhecemos hoje?" - Público 13.abr.2020]]>José A A Gomeshttps://www.evalor.pt/single-post/2020/04/20/Ser%C3%A1-a-pandemia-o-adeus-%C3%A0s-cidades-que-conhecemos-hoje---P%C3%BAblico-13abr2020https://www.evalor.pt/single-post/2020/04/20/Ser%C3%A1-a-pandemia-o-adeus-%C3%A0s-cidades-que-conhecemos-hoje---P%C3%BAblico-13abr2020Mon, 20 Apr 2020 11:01:40 +0000
O Público de 13.abr.2020 (pela jornalista Mariana Correira Pinto), publicou um artigo sobre o impacto da pandemia nas cidades tal como as conhecemos e concebemos hoje. É ainda muito cedo para quantificar os impactos, mas há no artigo um conjunto de opiniões interessantes.
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Terrenos Agrícolas e Florestais. Taxa de Atualização e "Prémio de Risco" Implícito]]>José A A Gomeshttps://www.evalor.pt/single-post/2019/10/30/Terrenos-Agr%C3%ADcolas-e-Florestais-Taxa-de-Atualiza%C3%A7%C3%A3o-X-Pr%C3%A9mio-de-Riscohttps://www.evalor.pt/single-post/2019/10/30/Terrenos-Agr%C3%ADcolas-e-Florestais-Taxa-de-Atualiza%C3%A7%C3%A3o-X-Pr%C3%A9mio-de-RiscoWed, 30 Oct 2019 12:39:15 +0000
O objetivo deste post não é a avaliação de prédios rústicos nem o modelo de “conta de cultura” normalmente utilizado na avaliação de terrenos agrícolas e florestais. O objetivo é, tão só, apresentar o levantamento de um conjunto de taxas de referência entre os anos de 1960 e 2018 e analisá-lo.
O quadro que contém as diferentes taxas recolhidas pode ser consultado aqui.
Analisadas as taxas recolhidas, elaboramos os gráficos a seguir apresentados que mostram:
Gráfico 1
representa a taxa de atualização (ou de desconto) normalmente utilizada na avaliação (a preços constantes) de terrenos agrícolas, tratando-se de uma “taxa real.” (linha vermelha) e a “taxa real” dos depósitos a prazo até um ano.
Gráfico 2
Este gráfico representa o prémio de risco implícito na taxa de atualização (ou de desconto) considerada.
Por simplicidade de análise, consideramos a soma algébrica das taxas, não considerando que tr =((1+tn) / (1+ti)) - 1, em que tr é a t. real, tn e t. nominal e ti é a t. de inflação.
A análise do Gráfico 2 permite ver que o “prémio de risco" implícito na taxa de atualização aumentou significativamente nas últimas décadas, com exceção do período da crise económica que ocorreu entre 2008 e 2012. Neste gráfico está também representada uma “linha de tendência” (azul escura) elaborada a partir na média móvel dos 10 últimos anos.
Em 2018 o “prémio de risco implícito” na taxa de desconto é de 3,5%, quando 1995 se situava abaixo de 1,0%. Importa pensar:
qual a implicação deste fator no valor dos terrenos agrícolas e dos terrenos florestais?qual a implicação deste aspeto na viabilidade económica das atividades agrícolas e florestais?terá este fator alguma ligação com a perda de população nas áreas interiores do território?
Que outras reflexões de natureza económica e de coesão territorial, nos suscita o desenvolvimento da linha azul escura?
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A "Transição Energética" e o Valor dos Terrenos Agrícolas e dos Terrenos Florestais]]>José A A Gomeshttps://www.evalor.pt/single-post/2018/12/04/A-Transi%C3%A7%C3%A3o-Energ%C3%A9tica-e-o-Valor-dos-Terrenos-Agr%C3%ADcolas-e-dos-Terrenos-Florestaishttps://www.evalor.pt/single-post/2018/12/04/A-Transi%C3%A7%C3%A3o-Energ%C3%A9tica-e-o-Valor-dos-Terrenos-Agr%C3%ADcolas-e-dos-Terrenos-FlorestaisTue, 04 Dec 2018 19:07:44 +0000
Neste post pretendemos refletir sobre o seguinte:
. Terá a “transição energética” e a prioridade que hoje se atribui à descarbonização da economia algum impacto no valor dos terrenos agrícolas e dos terrenos florestais?
. Será a “conta de cultura”, elaborada nos termos tradicionais, o modelo adequado para determinar o valor atual dos terrenos agrícolas e dos terrenos florestais?
A descarbonização da economia e o objetivo de atingir a neutralidade carbónica em 2050, leva a que hoje se considere economicamente justificável, a produção de energia solar a valores da ordem de 45,0 € por MWh, em detrimento de energia produzida por recurso a combustíveis fosseis a valores da ordem dos 15,0 € por MWh. Ou seja, assume-se que os cidadãos devem suportar o investimento que é necessário realizar para concretizar a transição energética.
Os setores agrícolas e muito particularmente o setor florestal, com a sua capacidade de fixação de CO2 (sumidouro), também contribuem para a descarbonização da economia. Mas será que a sociedade já assumiu que tem também de pagar esta contribuição? E como se deve fazer este pagamento?
No jornal Público de 26 de novembro de 2018 foi publicado um artigo do Engº Luís Rocharte Álvares com o título . Neste artigo o autor contribui com argumentos sólidos para discutir este assunto, alertando para que a análise de valor da floresta se faz apenas considerando a “componente tradicional de fornecimento de matérias primas para diversas indústrias”, mas ignorando “as contribuições ambientais, tais como a fixação de carbono, a qualidade da água” e outras.
Tal como preconiza o autor do artigo referido, também para o signatário deste post, o contributo para a fixação de CO2 e outros “serviços ecológicos” terão que ser considerados na análise de valor dos terrenos florestais e agrícolas.
Nos modelos tradicionais de avaliação dos terrenos florestais e dos terrenos agrícolas, a contribuição destes solos para a descarbonização da economia pode ser considerada incluindo outras componentes de valor na determinação do seu rendimento potencial ou considerando esta nova realidade económica na taxa de atualização que se adota para transformar o rendimento potencial em capital fundiário.
Para o signatário importa refletir sobre este aspeto, o que não parece adequado, por não contribuir para a pretendida modernização dos setores florestal e agrícola, é adotar modelos que parece já não terem aderência à realidade.
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A grande mentira do blockchain]]>José A A Gomeshttps://www.evalor.pt/single-post/2018/11/01/A-grande-mentira-do-blockchain-1https://www.evalor.pt/single-post/2018/11/01/A-grande-mentira-do-blockchain-1Thu, 01 Nov 2018 17:21:21 +0000
Nouriel Roubini, escreveu um artigo que intitulou como “A grande mentira do blockchain”.
Nesse artigo começa por referir a queda abrupta das criptomoedas, dizendo que grande parte delas foram (são) “simples fraudes".
O artigo de Roubini é uma análise da tecnologia de “blockchain” e merece uma leitura atenta. Esta tecnologia que tem sido apresentada como uma solução para a maior parte dos problemas atuais, na opinião do autor, não é mais do que uma “folha de cálculo com um título nobre”. No artigo são apresentadas as contradições, defeitos e vícios desta tecnologia.
Quem não conhece esta tecnologia, só pode ficar confundido quando lê este artigo e ao mesmo tempo encontra opiniões de “especialistas” em tecnologias que continuam a promover as virtudes do “blockchain”.
O link para a tradução em espanhol do artigo está
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Análise de investimento em Alojamento Local – Parte II]]>https://www.evalor.pt/single-post/2018/10/06/An%C3%A1lise-de-investimento-em-Alojamento-Local-%E2%80%93-Parte-IIhttps://www.evalor.pt/single-post/2018/10/06/An%C3%A1lise-de-investimento-em-Alojamento-Local-%E2%80%93-Parte-IISat, 06 Oct 2018 15:18:34 +0000
No post de dia 1 de outubro é apresentada uma análise ao investimento na aquisição de um imóvel para alojamento local.
Nessa análise, tomou-se como referência um imóvel T1, com 65 m² de área bruta habitável e 40 m² de jardim, situado na freguesia do Bonfim, assumindo-se que, após negociação, o seu preço de venda seria 148.500 €.
Quanto ao rendimento passível de esse imóvel gerar, este foi determinado a partir de dados de ocupação de propriedades situadas na freguesia do Bonfim com um intervalo de preço entre 55 e 65 €/noite.