• José A. Andrade Gomes

Para quando a monetização da função de sumidouro de carbono?

Uma notícia do Público de 12 de outubro de 2021, refere que as receitas do Fundo Ambiental para 2022 "deverão crescer de 275 milhões de euros em 2021, para perto de mil milhões de euros em 2022".


Esta notícia foi publicada no âmbito da preparação do orçamento de 2022 e refere também que a principal razão para o previsto aumento de receitas do Fundo Ambiental, é o facto de a cotação dos leilões de licenças de emissão de carbono, que em 2018 era cerca de 15,0 €/ton, para 2022, sido orçamentada em 45,0 €/ton.


Ou seja, o orçamento para 2022 prevê um aumento de 200,0% para a cotação dos leilões para licenças de emissões de carbono.


A floresta tem capacidade de sequestro de carbono, que é variável em função da espécie florestal. O serviço ecológico de sumidouro de carbono prestado pela floresta, contribui para a neutralidade carbónica. Assim, é razoável admitir que o valor económico deste serviço aumente, quando aumenta o preço das licenças de emissão de carbono.


Coloca-se a seguinte questão:


. Para quando a monetização da função de sumidouro de Carbono?


ou seja, quando é que a produção florestal é remunerada, considerando também a sua contribuição para a neutralidade carbónica?


Sobre este assunto publicámos aqui um post em 08 de jun. de 2020, que pode ser consultado aqui.

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